Mercado segue mostrando muitas razões para o rali de final de ano.

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Boi: R$10,50 (-4,5%) | Vaca: R$9,30 (-2,1%)
Novilha: R$10,20 (-4,5%) | Carcaça fria: R$21,00 (-4,5%)

OFERTA

Rio Grande do Sul: Oferta segue baixa para início de setembro, porém frigoríficos aproveitam casos de vaca louca atípica para derrubar valores pagos pelo boi. Os preços devem se manter nesta certa estabilidade/aumento até início de outubro, onde, aí sim, deverá começar a subir, até atingir no verão um valor que provavelmente tenha como piso os R$11,80 que vimos no início de Julho.

DEMANDA EXTERNA

Dólar: Cotação de R$5,31, aumento semanal de R$0,14 (+R$0,46 em 10 semanas), seguindo positivo para a exportação.

As exportações de carne bovina ganharam força nos últimos 7 dias úteis de agosto/21, foram 51,16 mil toneladas destinadas aos portos, fazendo com que a média diária do mês ficasse em 8,25 mil toneladas/dia, o melhor resultado médio diário desde novembro/20.

Com 22 dias úteis, o mês de agosto/21 se encerra com 181,61 mil toneladas enviadas para fora do país, o melhor resultado da história.

O preço pago continuou a se valorizar no mercado internacional, atingindo o patamar de US$ 5,67 mil/ton. Com isso, as vendas externas de agosto/21 atingiram a maior média diária da história com US$ 46,88 milhões/dia. Em números mensais, os embarques romperam US$ 1 bilhão pela primeira vez na história, com uma arrecadação de US$ 1,03 bilhão (Fonte: Agrifatto).

Na sondagem mensal da FAO, o subíndice de preços das Carnes apresentou uma leva alta em relação a julho e 22% acima de seu valor no mês correspondente do ano passado. Conforme a FAO, no mês de agosto, as cotações internacionais das carnes ovina e bovina subiram, refletindo a demanda em alta, principalmente da China, e a restrição da oferta de animais para abate na Oceania.

Os preços da carne de frango também aumentaram, segundo a FAO:

“Refletindo a forte demanda e a limitação de produção em alguns dos principais países exportadores por causa dos altos custos de insumos e escassez de mão de obra”

Em contraste, os preços da carne suína caíram em virtude da diminuição contínua nas compras da China e da fraca demanda interna na UE em meio a um leve aumento na oferta de suínos para abate. (Fonte: Estadão Conteúdo / IstoÉ).

Vaca Louca Atípica

Apesar da participação dominante do Brasil de 40% nas importações de carne bovina pela China, os preços não mudaram até segunda-feira e alguns importadores ainda estavam em busca de negócios.
“Ainda estamos comprando, as fábricas precisam manter seus estoques”, disse Grace Gao, gerente geral da importadora Goldrich International, de Dalian.

O Brasil embarcou mais de 500.000 toneladas de carne bovina para a China de janeiro a julho deste ano, ou 38% das importações totais da China, mostram dados da alfândega chinesa, colocando-o bem à frente do fornecedor nº 2, a Argentina, que forneceu pouco menos de 300.000 toneladas (lembrando que em junho este país passou a sofrer restrições por parte do governo).

As ofertas globais de carne bovina estão muito restritas e os preços já estão em níveis recordes, acrescentou outro grande comprador de carne bovina da China.

“Se durar apenas 15 dias, não haverá impacto nenhum. O Brasil ainda está produzindo e leva dois meses para embarcar carne para cá”

acrescentou, recusando-se a se identificar porque não tem permissão para falar com a mídia. Enquanto as importações de carne suína da China estão caindo devido à recuperação da oferta doméstica, a demanda chinesa por carne bovina continua crescendo. (Fonte: Money times).

Ontem, 8 de setembro de 2021, a ministra Teresa Cristina teve uma reunião com o governo chinês, provavelmente para encerrar o caso e possibilitar a volta às exportações nos próximos dias.

As exportações de carne bovina in natura iniciaram o mês de setembro com o ritmo acelerado, no entanto, com perspectiva de piora nas próximas semanas devido à vaca louca atípica. Nos três primeiros dias úteis de setembro de 2021, 31,53 mil toneladas da proteína foram destinadas aos portos, resultando em uma média diária de 10,51 mil toneladas, 55% superior à média diária de setembro de 2020.

O preço pago pela carne brasileira no mercado internacional se valorizou 2,46% na última semana, sendo negociada na casa dos US$ 5,81 mil/t. Com isso, a receita obtida com as vendas externas ficou em US$ 183,51 milhões, resultando em uma média diária de US$ 61,17 milhões, 120% superior aos números finais de setembro de 2020. (Fonte: Agrifatto)

DEMANDA INTERNA

Consumo: A carcaça casada bovina, encerrou a semana cotada R$0,70 mais cara, fechando em R$ 19,30/kg (Agrifatto – cotação em São Paulo).

Por fim,

Os dados frios e consistentes nos mostram um mercado sólido e avido por carne vermelha, não havendo espaço para os atuais patamares. Portanto, se o mercado não for tão louco quanto as duas vacas de MG, o mercado deve ser estável a altista, aguardando algum possível rali de preços neste final de 2021.

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